BRASIL: Em resposta, Oxfam anuncia medidas para evitar perda de verbas públicas
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RIO e LONDRES - Diante do caso que abalou o setor de ajuda humanitária no Reino Unido, a Oxfam se manifestou ontem por meio da presidente de seu conselho deliberativo, Caroline Thomson, que agradeceu à ministra do Desenvolvimento, Penny Mordaunt, pelo "desafiador, porém construtivo, diálogo", e pediu desculpas a apoiadores, doadores e à população do Haiti pelos escândalos.

— A Oxfam está inteiramente de acordo com as propostas da ministra, e reconhece que terá dificuldades para convencê-la de que temos autoridade moral para que nos sejam confiadas verbas públicas — afirmou Thomson. — Mas estamos comprometidos a trabalhar com ela e com a Comissão Filantrópica para provar que estamos à altura de suas expectativas.

Entre as medidas apresentadas pela Oxfam estão o fortalecimento dos procedimentos de recrutamento e vigilância, incluindo para posições de alta liderança; a ampliação de análises de atuação; mudanças no treinamento com ênfase nos valores e código de conduta da organização; cooperação e troca de Inteligência com o resto do setor humanitário e uma renovação do compromisso de relatar quaisquer irregularidades às autoridades apropriadas.

O plano da Oxfam inclui ainda a criação de uma linha externa e independente de suporte a denúncias, que encoraje funcionários da ONG a exporem falhas e comportamentos errados.

AFILIADA BRASILEIRA FAZ CRÍTICAS

Ao redor do mundo, afiliadas da ONG britânica se pronunciaram sobre o escândalo. No Brasil, a afiliada da organização emitiu um comunicado condenando os casos envolvendo agentes da Oxfam britânica e afirmando que "os casos denunciados não foram tratados com a rigidez necessária e nem foram tomadas as medidas cabíveis".

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"Espera-se que esse doloroso momento indique um caminho de fortalecimento de uma organização com mais de 70 anos, presente em cerca de 90 países, com mais de 10 mil funcionários e 50 mil voluntários, salvando incontáveis vidas ao longo de sua história. Atualmente, a Oxfam está operando em mais de 30 situações de emergência pelo mundo. É pensando nessas pessoas que a Oxfam tem a obrigação de ser maior do que seus erros", afirma a nota divulgada pela afiliada brasileira.

A organização também comentou a prisão do presidente do conselho deliberativo da Oxfam Internacional, Juan Alberto Fuentes, acusado de corrupção durante seu período como ministro da Fazenda da Guatemala.

"A Oxfam Brasil considera que seu indiciamento e prisão provisória na Guatemala tornaram insustentável sua permanência no cargo de presidente do Conselho, ainda que o caso seja do período anterior ao seu mandato com a organização."

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Con Información de OGlobo

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