BRASIL: 'O que importa saber o que eu acho?', diz Renan sobre prisão de Cunha
G1 Globo / Após a prisão, os advogados do peemedebista divulgaram uma nota à imprensa na qual classificaram a prisão é "absurda" e "sem nenhuma motivação" . Embora integrantes do mesmo partido, Renan e Cunha colecionaram ao longo dos últimos anos uma série de troca de farpas em declarações públicas. No mês passado, após o plenário da Câmara cassar o mandato de Cunha, por exemplo, o presidente do Senado declarou que " quem planta vento, colhe tempestade ". Em resposta à declaração de Renan, Cunha ironizou a avaliação do senador e afirmou esperar que os "ventos" que chegam até Renan, também investigado na Lava Jato, " não se transformem em tempestade ". Nesta quarta, em meio à repercussão política em torno da prisão de Eduardo Cunha, o presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), um dos principais aliados do presidente da República Michel Temer, disse somente que o partido vai "aguardar". "O PMDB não vai tomar nenhuma posição antes de qualquer decisão judicial. Portanto, nós vamos aguardar", limitou-se a dizer o senador,  que atua como um dos principais articuladores do governo na Casa.

saiba mais Eduardo Cunha é preso em Brasília por decisão de Sérgio Moro Eduardo Cunha diz que prisão é 'absurda' e 'sem nenhuma motivação' MPF vê risco de fuga e diz que Cunha tem US$ 13 milhões ocultos Prisão de Cunha tem repercussão imediata na Câmara e no Senado O pedido para prender Cunha No pedido de prisão de Cunha, encaminhado a Moro, o Ministério Público Federal (MPF) afirma que o ex-deputado, que teve o mandato cassado em setembro, tem patrimônio oculto de cerca de US$ 13 milhões que podem estar em contas no exterior. Os procuradores também dizem no documento que Eduardo Cunha tem dupla cidadania (brasileira e italiana), e que os dois fatos – dinheiro no exterior e dupla nacionalidade – são " fundamentos mais que suficientes para a decretação da prisão preventiva ". O pedido de prisão de Cunha foi feito dentro de ação penal aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o peemedebista e que foi remetida para primeira instância depois que ele foi cassado pela Câmara. O Ministério Público suspeita que o deputado cassado cometeu os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas por conta do suposto recebimento de propina decorrente de negociação de um campo de petróleo no Benin e o repasse de dinheiro entre contas no exterior para tentar ocultar a origem do dinheiro. O dinheiro no exterior foi usado para adquirir itens de luxo, segundo as investigações. O MPF também cita que, enquanto deputado, ele usou o cargo para tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato contra ele.

tópicos: Eduardo Cunha , PMDB , Renan Calheiros , Romero Jucá veja também Janot pede à PF que apure vazamento de pedidos de prisão contra o PMDB BRASIL: 'O que importa saber o que eu acho?', diz Renan sobre prisão de Cunha

Con Información de G1 Globo

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