BRASIL: Agora no NBB, Varejão e Leandrinho se reencontram em quadra
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Anderson Varejão e Leandrinho já se encontraram muito graças ao basquete. Veteranos, com 35 anos, eles atuaram na seleção e tiveram longas carreiras paralelas na NBA, onde o pivô passou 13 temporadas e o ala, 14. Chegaram até a jogar lado a lado numa final com os Golden State Warriors, mas, nesta quinta-feira, estarão em lado opostos na Arena Carioca 1, quando, às 21h15m, o Flamengo de Varejão enfrentará o Franca de Leandrinho. O Sportv transmite.



Veja também Agora olímpico, basquete 3x3 luta por profissionalismo sem perder laços com a rua Ida de Varejão ao Fla expõe realidade do NBB em que até rivais comemoram Técnico do Fla, Neto desabafa sobre a seleção: ‘Golpe duro de assimilar’ Vídeo Acompanhamos um dia de treinos de Marcelinho Machado — A gente se ajudou, se comunicando sobre como era a vida da NBA, a correria de jogos, viagens, partidas em noites seguidas. Isso ajudou a entender que, com partidas três, quatro e às vezes cinco dias por semana, não se pode abaixar a cabeça após um jogo ruim. Logo em seguida virão outros — conta Varejão, que chegou aos Cavaliers em 2004, um ano depois de Leandrinho ir para os Suns.

Leandrinho passa por Varejão em cofronto entre Suns e Cavaliers em 2007 - Jeff Topping / Reuters/11-1-2007 Para Leandrinho, esse contato foi importante. Ao lado de Nenê e Tiago Splitter, os dois estão no rol dos brasileiros com maior participação efetiva em seus times na NBA.

— Ajuda muito saber que você tem um companheiro lutando e brigando para entrar no topo, para jogar na principal liga do mundo, sendo referência na modalidade em seu país — diz Leandrinho.

Encontro em Uberlândia

Leandrinho levou a melhor sobre Varejão em nove das 14 vezes em que se enfrentaram na NBA. Mas foi outro encontro que marcou o capixaba.

Anderson Varejao (11) e Leandro Barbosa (10) durante a Copa do Mundo da Turquia, em 2010 - JEFF HAYNES / Reuters/1-9-2010 — Eu me lembro como se fosse ontem. Fui jogar um campeonato brasileiro de seleções em Uberlândia (MG) pelo Espírito Santo, e ele jogava pela seleção de São Paulo. Todo mundo já falava que ele ia ser um grande jogador de destaque. A gente estava no mesmo hotel. Eu o encontrei no refeitório. Lembro dele todo humilde, magrinho — relembra o pivô.

Atualmente, os dois estão na seleção de Aleksandar Petrovic, que nos dias 22 e 25 enfrentará a Colômbia e o Chile, respectivamente, em Goiânia. Os jogos são válidos pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2019, competição em que, em 2014, ficaram em sexto. Dois anos antes, no melhor momento com a seleção, terminaram em quinto nos Jogos Olímpicos de Londres.

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— Apesar de todas as dificuldades (pela seleção), as lembranças positivas são maiores, nos treinamentos, viagens e jogos — afirma Leandrinho.

Leandrinho conduz a bola dirante de Varejão em jogo no Maracanãzinho, em 2009 - Jorge William/9-8-2009 A presença dos dois no NBB é vista como um momento histórico da liga. Varejão acertou em janeiro sua ida ao Flamengo, time em que Leandrinho atuou em 2011. Em novembro passado, o ala-armador havia anunciado contrato com o Franca, clube em que Varejão se profissionalizou em 1998. Hoje, o Flamengo é vice-líder, e o Franca, terceiro. Os dois são os principais favoritos ao título.

Leandrinho em alta

O pivô atuou menos desde sua volta. Foram só quatro jogos - e uma única derrota - com média de 22,4 minutos, 9,5 pontos, 6,5 rebotes por partida. Já o ala-armador tem sete partidas e segue invicto pelo Franca, com 24,2 minutos, 15 pontos e 2,3 assistências. As duas últimas partidas foram as melhores, com 22 pontos contra o Bauru e 21 contra o Joinville.

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