Nações Unidas: Facebook teve um
expresso / A violência contra os Rohingyas foi instigada através do Facebook, veículo para um discurso de ódio que teve um "papel determinante" no processo contra aquela minoria, afirmaram os especialistas das Nações Unidas que investigam a prática de um possível genocídio em Myanmar.

Segundo Marzuki Darusman, responsável da Missão Internacional Independente de Recolha de Provas em Myanmar, a conhecida rede social "contribuiu substancialmente" para disseminar mensagens de ódio, que agudizaram o conflito entre a população.

Um outro enviado da ONU declarou na semana passada que a antiga Birmânia continua a levar a cabo a "limpeza étnica" da comunidade Rohingya, mantendo uma "campanha de terror e fome forçada" no estado de Rakhine, seis meses após uma ofensiva militar ter provocado a fuga em massa da minoria muçulmana.

A acusação foi esta segunda-feira secundada pela Amnistia Internacional. Num relatório intitulado "Myanmar: Militares ganham terreno à medida que as forças de segurança criam bases nas aldeias Rohingyas incendiadas", a organização de defesa dos direitos humanos diz que estão a ser incendiadas aldeias, com as forças militares do regime a tornar impossível o regresso dos refugiados às suas casas.

Em fevereiro foi removida do Facebook a página de um monge de Myanmar - já chamado "Budista Bin Laden" - por causa das suas mensagens incendiárias contra os muçulmanos, confirmou a empresa, que está a ser pressionada para acabar com os discursos de ódio.

Wirathu, um rosto prominente do movimento ultra-nacionalista budista de Myanmar, acumulou centenas de milhares de seguidores na rede, usando-o como uma plataforma para atacar os muçulmanos, em especial contra a minoria Rohingya.

Nações Unidas: Facebook teve um "papel determinante" na violência contra os Roinghyas

Con Información de expresso

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