Brasil cai seis posições do relatório de felicidade da ONU e fica em 28º
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RIO - A Finlândia destronou a Noruega no posto de país mais feliz do mundo, segundo estudo anual realizado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (SDSN, na sigla em inglês), publicada nesta quarta-feira. No relatório anterior , chamado Relatório Mundial da Felicidade, a Noruega havia ultrapassado a Dinamarca que, neste ano, ficou na terceira posição. O Brasil, por sua vez, caiu seis posições em relação ao ano passado, para o 28º lugar. Esta é a pior posição do Brasil desde o início da pesquisa, em 2013, quando o país ocupava a 24ª posição. A melhor até agora foi em 2014 (17º lugar). Ou seja, em quatro anos, o país perdeu 12 posições.

O país africano Burundi, que faz fronteira com Ruanda, Tanzânia e República Democrática do Congo, ficou em último lugar no Relatório da Felicidade 2018, que categoriza 156 países levando em consideração dados como PIB per capita, assistência social, expectativa de vida saudável, liberdade social, generosidade e ausência de corrupção.

Os dez primeiros colocados deste ano são: Finlândia, Noruega, Dinamarca, Islândia, Suíça, Holanda, Canadá, Nova Zelândia, Suécia e Austrália.

Apesar dos fortes invernos, os finlandeses destacam como pontos positivos de seu país o acesso à natureza, segurança, cuidado infantil, boas escolas e saúde gratuita.

Embora a pesquisa analise o PIB per capita, nos Estados Unidos foi observado que a felicidade cai à medida que cresce a riqueza no país. No relatório deste ano, os EUA ocupam a 18ª colocação, quatro posições abaixo do posto em 2017.

Um dos capítulos do relatório trata de problemas de saúde, como a obesidade, depressão e a epidemia de derivados do ópio - e esses fatores nos EUA cresceram de forma mais rápida do que na maioria dos outros países. A felicidade dos norte-americanos também foi afetada pelo enfraquecimento das redes de assistência social, o aumento da percepção da corrupção no governo e nas empresas, e menos confiança em instituições públicas.

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Aproximadamente 36% dos brasileiros entrevistados declararam que seus salários são insuficientes para cobrir suas necessidades. No México, que ficou em 24º lugar, essa porcentagem foi de 53%.

Na América Latina, muitas pessoas afirmaram terem sido vítimas da violência no último ano como, por exemplo, 20% no México, e cerca de 15% no Equador, Peru, Venezuela e Brasil.

Pela primeira vez desde 2012, quando o relatório começou a ser elaborado, o texto incluiu uma medição da felicidade dos imigrantes nascidos em território estrangeiro em 117 países. Em primeiro lugar estava a Finlândia, ao passo que em último lugar foi para a Síria, que enfrenta há anos uma guerra civil.

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Con Información de OGlobo

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