BRASIL: Acordo da Opep faz ações da Petrobras dispararem quase 10%
OGlobo / SÃO PAULO - O acordo para a redução da produção de petróleo faz a cotação da commodity subir forte nesta quarta-feira e impulsiona as negociações das ações da Petrobras, que sobem quase 10%. Esse é o principal fator para a alta de 2,26% do Ibovespa, aos 62.367 pontos. Já o dólar comercial operava, às 15h10, com leve recuo de 0,14% ante o real, a R$ 3,391.



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— A Petrobras está muito sensível ao preço do petróleo desde a mudança na política de preços da companhia. E na reunião da Opep já era esperado uma maior pressão da Arábia Saudita para que ocorresse alguma redução na oferta do petróleo. Isso ajuda a valorização das ações e mais que compensam a queda de ontem — disse Luis Gustavo Pereira, analista chefe da Guide Investimentos.

Com isso, as ações preferenciais da Petrobras sobem 9,89%, cotadas a a R$ 16,11, e as ordinárias têm variação positiva de 9,94%, a R$ 18,36, as maiores altas do índice nesta quarta-feira.

A disparada da Petrobras puxou para cima outros papéis. Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora, lembra que há uma forte correlação entre o desempenho das commodities e a Bolsa brasileira, por isso esse otimismo nos negócios desta quarta-feira.

— O mercado está animado dede o início da manhã. A Petrobras sobe bem e o Ibovespa acompanha. É um efeito em cascata que conduz outras empresas para a alta — disse.

O setor bancário, o de maior peso no Ibovespa, também sobe forte. As preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco registram valorizações de, respectivamente, 3,10% e 2,75%. Já as ações do Banco do Brasil sobem 2,65%.

Já as ações da Vale caem forte, repercutindo a queda de 6% no minério de ferro no mercado chinês, principal consumidor dessa matéria prima. Os papéis preferenciais da mineradora caem 0,75% e os ordinários estão praticamente estáveis, com pequena variação negativa de 0,03%. Pela manhã, o recuo era mais intenso.

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Os investidores repercutem ainda a aprovação pelo Senado, ontem à noite, da proposta de emenda constitucional (PEC) que fixa um teto para os gastos públicos por 20 anos, além dos números do PIB para o terceiro trimestre — a economia brasileira recuou 0,8%, informou o IBGE. Apesar da retração do PIB, a expectativa é que o avanço das reformas garanta o crescimento do país nos próximos trimestres.

— Uma possível retomada deve ser mais reforçada a partir do segundo semestre de 2017, desde que a política de juros se mantenha em sintonia com os avanços do ajuste fiscal — afirmou Julio Hegedus Netto.

No exterior, os principais índices do mercado acionário também operam em alta. Em Nova York, o Dow Jones sobe 0,36% e o S&P 500 tem variação positiva de 0,16%. Já na Europa, o DAX, de Frankfurt, registra alta de 0,19% e o CAC 40, da Bolsa de Paris, sobe 0,59%. FTSE 100, de Londres, avança 0,17%.

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